![]() |
![]() |
Avanços, mas engenharia ainda precisa de mais mulheres
Esta terça-feira (23/6) marca o Dia Internacional das Mulheres na Engenharia. Além de celebrar os avanços, é momento de fortalecer a reflexão e o compromisso do SEESP por mais diversidade, equidade e inclusão na profissão, com o combate firme a toda forma de discriminação.
Esta terça-feira (23/6) marca o Dia Internacional das Mulheres na Engenharia. Além de celebrar os avanços, é momento de fortalecer a reflexão e o compromisso do SEESP por mais diversidade, equidade e inclusão na profissão, com o combate firme a toda forma de discriminação.
A data foi instituída em 2014 pela Women's Engineering Society (WES), do Reino Unido, para fortalecer e valorizar os espaços conquistados por elas. O cenário vem mudando pouco a pouco, mas a presença masculina na profissão ainda segue majoritária. Assim, é necessário seguir reafirmando e lutando por mais mulheres na engenharia.
De um total de 1.207.520 profissionais registrados no Sistema Confea/Creas, 962.695 são homens e 244.825, mulheres. Elas correspondem a pouco mais de 20% em atuação no Brasil e ainda enfrentam desafios no dia a dia, ao desempenharem suas funções.
É o que revela reportagem da Folha de S. Paulo, publicada em 21 de junho, segundo a qual continuam a enfrentar estigmas e a ter que demonstrar capacidade e competência muito além do que os homens em igual função. Ainda precisam provar que lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive na engenharia, portanto.
Para acelerar os avanços, fruto da determinação e da obstinação daquelas que desbravaram os caminhos a uma maior participação feminina, o SEESP criou em 2022 seu Núcleo da Mulher Engenheira.
Sob coordenação da diretora do sindicato, Silvana Guarnieri, tem realizado debates, encontros e conscientização de que esta é uma luta de todo o conjunto de profissionais do Brasil, independentemente de gênero.
Essa batalha deve ter início ainda na educação básica, mostrando que engenharia também pertence às meninas. Isso é fundamental para atraí-las à profissão e mudar a realidade, algo demonstrado quando se observa que equivalem a cerca de 20% dos alunos nos cursos da área e 15% das docentes, conforme dados do Censo da Educação Superior.
Na profissão do desenvolvimento por excelência e por um projeto nacional sustentável e verdadeiramente inclusivo, não pode caber qualquer forma de discriminação e desigualdade.
Os desafios se mantêm, mas juntos podemos alcançar uma profissão cada vez mais equânime e com mais mulheres, fundamentais para se construir o Brasil que queremos, mais justo e melhor a todos.
Viva o Dia Internacional das Mulheres Engenheiras!
Eng. Murilo Pinheiro – Presidente








