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06/03/2026

A greve na Brose

João Guilherme Vargas Netto

Em um texto recente reportei a greve que os trabalhadores de uma metalúrgica multinacional paranaense estavam fazendo para obrigar a empresa a negociar melhores condições de trabalho, mas não citei o nome da empresa.

 

Marco-a agora com ferro em brasa: Brose é o nome da empresa.

 

Eu o faço porque seus diretores persistiram ao longo de todo o mês de fevereiro em um comportamento intransigente, repressivo e antissindical que tem obrigado os trabalhadores a se manterem em greve (com apoio de suas famílias) e o sindicato a tentar garantir a abertura de negociações.

 

Os diretores da empresa merecem crítica por, pelo menos, três comportamentos condenáveis:

  • resistem de todas as formas a aceitar um clima de negociação respeitosa com os trabalhadores e com o sindicato;
  • contratam fura-greves como trabalhadores temporários, agindo de maneira antissindical;
  • estimulam a presença e a repressão  da PM estadual, que tem agido como milícia privada e agredido sistematicamente os dirigentes sindicais que apoiam a greve no local.

Os verdadeiros heróis são os grevistas e as suas famílias; os grandes vilões são os diretores da Brose e seus apaniguados.

 

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João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical

 

 

 

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