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19/03/2026

Acabar com a Justiça do Trabalho?

João Guilherme Vargas Netto

As pessoas que leram a versão impressa do Estadinho de segunda-feira (16/3) ficaram surpresas e alarmadas com a manchete: “Empresas pagam recorde de R$ 50 bi em ações trabalhistas” (nas páginas internas o recorde vai a mais de R$ 50 bi).

 

A própria matéria de Daniel Weterman assinala que o permanente crescimento das ações trabalhistas e seus montantes só foi interrompido pela deforma trabalhista de 2017, capitaneada por Rogério Marinho, que colocou mata-burros financeiros para a ação judicial dos trabalhadores.

 

Como STF julgou inconstitucional a eliminação da Justiça gratuita e o pagamento das ações pelos trabalhadores, os mata-burros de 2017 foram eliminados e o crescimento das ações e seus montantes continuou até o recorde atual.

 

Confira Conteúdo Especial sobre a Justiça do Trabalho e sua importância

O partido editorial da manchete, capa e matérias do Estadinho é fazer pressão sobre os ministros do STF que julgarão em breve os limites da gratuidade e a pejotização.

 

O que significa o valor destas ações trabalhistas? É a precificação, pelos tribunais, das violações continuadas pelas empresas e pelos patrões dos direitos trabalhistas, das leis e dos acordos ou convenções coletivas. Este é o resultado, menos que compensatório, do verdadeiro faroeste vigente nas relações de trabalho e emprego.

 

O hoje senador Rogério Marinho, coordenador da campanha à presidência do candidato bolsonarista,  promete com sua eleição completar o serviço iniciado com a deforma de 2017 e, talvez, conseguir a própria extinção da Justiça do Trabalho, como pretende seu correligionário, o deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança.

 

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João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical

 

 

 

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