João Guilherme Vargas Netto
O grande número de candidaturas a deputados(as) federais (e estaduais) cria dificuldades para o dirigente sindical e para a categoria na seleção, na análise e na aprovação para a campanha e o voto.
Mas, em compensação, são as mais fáceis das candidaturas para uma interação com os trabalhadores e trabalhadoras a convite da entidade sindical.
O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) aponta que 90% dos atuais parlamentares federais procurarão reeleição e, como têm as facilidades do nome já conhecido, do número bonito memorizável, dos fundos partidários eleitorais e das emendas que privilegiaram suas bases de prefeitos e vereadores, têm maiores possibilidades de vitória. Assim, prevê-se a mais baixa renovação da Câmara Federal como resultado das eleições de 2026.
A análise dos(as) candidatos(as) à reeleição deve ser feita a partir de seu histórico de votos e de sua participação nos embates parlamentares. O Diap pode, a pedido da entidade, relatar o desempenho de cada deputado(a) federal.
Para os(as) candidatos(as) novos(as) os critérios devem ser os de sempre: análise de sua vida política, seu partido, suas propostas, sua fidelidade em defesa dos interesses dos trabalhadores e sua facilidade de interação quando convidado a participar de reunião com a diretoria e a categoria.

João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical






