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Unidade dos trabalhadores e projeto de País
Conclat 2026 coloca no centro do debate nacional a agenda do trabalho, articulando desenvolvimento, direitos e democracia diante dos desafios atuais. A engenharia tem papel estratégico nessa agenda voltada ao avanço das condições de vida no Brasil.
Em um momento decisivo para o presente e o futuro do País, ganha ainda mais relevância a capacidade de organização e unidade do movimento sindical. É nesse contexto que será realizada, no próximo dia 15, em Brasília, a edição de 2026 da Conferência da Classe Trabalhadora (Conclat). Organizada pelas centrais sindicais, deve aprovar a Pauta da Classe Trabalhadora, cujo mote são questões essenciais: empregos, direitos, soberania, democracia e vida digna.
A realização do evento dá sequência a uma tradição histórica de construção coletiva que tem em 1981 um de seus marcos mais emblemáticos, ao contribuir decisivamente para a reorganização sindical no período de redemocratização. Mais recentemente, a edição de 2010 reafirmou essa capacidade de articulação ao consolidar uma agenda unitária voltada ao desenvolvimento com inclusão social, com impactos concretos na formulação de políticas. Esse processo teve continuidade com a Conclat de 2022, que apresentou uma pauta atualizada da classe trabalhadora, reafirmando a centralidade do emprego, dos direitos e do crescimento com distribuição de renda como pilares para o País.
Em 2026, a Conclat volta a assumir esse papel estratégico ao apresentar uma agenda abrangente, que articula a valorização do trabalho com a construção de um projeto nacional de desenvolvimento. Estão no centro das discussões a política de valorização do salário mínimo, a redução da jornada de trabalho, o combate à precarização e à informalidade, bem como a necessidade de reindustrialização, ampliação dos investimentos em infraestrutura e fortalecimento das empresas públicas. Também ganham destaque a defesa da Previdência pública, da saúde e da educação, a proteção aos direitos sociais, o compromisso com a democracia e o enfrentamento à desinformação, além da construção de uma transição justa diante da crise climática.
Essa agenda dialoga diretamente com os desafios da engenharia e com o papel estratégico que os profissionais da área desempenham no desenvolvimento do País. Não há como pensar em reindustrialização, expansão da infraestrutura ou transição ecológica sem a presença qualificada dos quadros técnicos essenciais. Nesse sentido, a valorização profissional – que passa pela defesa do salário mínimo profissional e pela implementação da Carreira Pública de Estado – é condição indispensável para que se viabilize o projeto de crescimento com soberania e justiça social.
Os desafios da expansão econômica no cenário atual estarão também na edição de 2026 do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, que completa 20 anos como instrumento fundamental de mobilização da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e seus sindicatos filiados. Organizada em três vertentes que se complementam – indústria, soberania e valorização profissional –, a iniciativa converge com a luta geral da classe trabalhadora e os anseios da população brasileira.
Sigamos juntos, lutando e trabalhando pela construção de um País melhor para todos.
Eng. Murilo Pinheiro – Presidente








