A Associação dos Engenheiros Estatutários do Estado de São Paulo (Assengesp) entregou ao coordenador da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos do Governo de São Paulo, João Carlos Meirelles, no dia 7 de agosto, documento pleiteando o realinhamento de salários com os engenheiros celetistas e ambientalistas da administração estadual, que ficou de encaminhar a solicitação para o governador Geraldo Alckmin. Participou do encontro, também, o presidente do Conselho Regional de Engenharia de São Paulo (CREA-SP), Francisco Kurimori.
Segundo o presidente da associação, Paulo Costantini, para maior clareza das perdas dos estatutários, que estão abrigados em várias secretarias – Saúde, Emprego e Relações do Trabalho, Agricultura, Meio Ambiente, Cultura, Segurança Pública, Gestão – e órgãos do governo – Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Procuradoria –, foi entregue, também, um estudo revelando que em 20 anos, de 1993 a 2013, esses profissionais acumularam perdas salariais superiores a 2.000%. “Sabemos que essa defasagem entre engenheiros de uma mesma secretaria ou órgão provoca conflitos e desequilíbrio”, aponta Costantini.
Foto: Beatriz Arruda/SEESP
Integrantes da Assengesp em reunião com assessor especial do governador Geraldo Alckmin,
em 7 de agosto último
Ele explica que os salários dos estatutários pararam de ser reajustados a partir de 1994, quando o governo estadual deixou de cumprir a Lei nº 729/93, que determinava a aplicação de reajuste salarial não diferenciado entre celetistas – contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) – e estatutários. “Desde então não tivemos mais nenhuma reposição da inflação. São dez anos sem reajuste”, lamenta.
Hoje o salário do engenheiro estatutário, nível 1, no governo paulista, é de R$ 3.314,05, informa o dirigente e reivindica: “Queremos a equiparação ao salário do ambientalista, também nível 1, que desde 2012 é de R$ 5.800,00.”
Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa - SEESP
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